Após feminicídio, CLDF quer apoio psicológico a policiais e militares

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A Câmara Legislativa (CLDF) decidiu incluir na pauta de votações do plenário um projeto de lei que prevê o acompanhamento psicológico de integrantes das forças de segurança do Distrito Federal. A informação foi confirmada ao Metrópoles, nessa segunda-feira (20/05/2019), pelo presidente em exercício da CLDF, deputado Rodrigo Delmasso (PRB), no mesmo dia em que um policial civil invadiu uma das sedes da Secretaria de Educação e matou a ex-companheira antes de tirar a própria vida.

De acordo com Delmasso, uma reunião extraordinária do Colégio de Líderes foi convocada para acontecer antes da sessão ordinária do plenário, justamente para transformar a proposta em lei. “É uma resposta que a Câmara Legislativa precisa dar para a sociedade. Conversei informalmente com os deputados que representam a segurança pública, e todos concordaram. Foi um pedido do presidente Rafael [Prudente], que está de licença”, disse o distrital à coluna.

Autora da proposição, a ex-deputada distrital e atual deputada federal Celina Leão (PP) afirmou que é passada a hora de o governo dar mais atenção aos policiais civis, militares e bombeiros. “Tão importante quanto combater a violência é preveni-la. Temos muitos policiais que precisam de ajuda e não têm onde buscar. Se aprovada, acredito que a lei pode ser uma uma ferramenta para obrigar o Estado a cuidar da vida dos policiais como questão de saúde pública”, declarou.

Maioria simples

A proposição foi aprovada em todas as comissões da CLDF e aguardava a inclusão na pauta para seguir ao plenário. Para ser aprovado, o projeto de lei precisa dos votos da metade dos deputados presentes em plenário mais um.

Como não há interstício, o prazo previsto entre a análise no primeiro e segundo turnos de votação, o texto poderá ser aprovado no mesmo dia em que for apreciado.

Texto: Metropoles